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Paraná tem o segundo maior plantel de cavalos da raça Quarto de Milha do país

O Paraná tem o segundo maior plantel de cavalos da raça Quarto de Milha do país com cerca de 50 mil animais, segundo a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM).

A maior raça do Brasil é responsável pelo segundo maior plantel do mundo, aponta o Ministério da Agricultura.

Um dos segredos dos criadores para conquistar mais mercado tem sido o investimento em genética.

Fonte: G1.globo

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Como corrigir o cavalo que estira

Viajo o País inteiro ministrando cursos e clínicas, lidando com diferentes cavalos e variados níveis de cavaleiros. Um problema recorrente que tenho observado é quanto às dificuldades em se corrigir animais que estiram. Pensando nisso, resolvi elaborar este texto, visando contribuir com àqueles que buscam solução para o assunto.

Para cavalos que estiram, a forma de correção que irei ensinar é a mais eficaz que já aprendi até hoje. As pessoas falam de muitas técnicas, mas o que percebo é que a maioria delas machuca os cavalos, traumatizando-os. Sou taxativo: não adianta amarrar o animal com corda forte; bater; cortar a corda para que o cavalo caia (até mesmo dentro d’água), usar cabresto de corrente etc. Isso tudo é brutalidade e em nada contribui para amenizar o trauma.

É importante dizer que o vício (ou trauma) de estirar é muito perigoso, tanto para o cavalo, como para quem faz o manejo deste. Conheço histórias de pessoas que perderam partes dos dedos ao amarrarem animais estiradores. E já vi casos de cavalos que morreram ao estirar após o rompimento do cabo do cabresto, chocando-se contra o chão. Eu mesmo tenho uma cicatriz feita por um cravo enquanto ferrava um animal que estirou. Foi a partir desse dia que busquei informação para curar cavalos traumatizados.

Na técnica que uso, busco mostrar para o animal que quando ele estira a vida dele se torna mais complicada, em constante tensão. Também procuro deixar claro que o inverso é verdadeiro, pois quando ele sai da pressão da corda, ele fica numa zona de conforto.

Não posso afirmar quantas vezes você deverá amarrar seu cavalo estirador utilizando esta técnica, porém, posso afirmar que tive sucesso em todos os animais que trabalhei dessa forma. É muito importante que toda vez que você for amarrar um cavalo estirador, que tal manobra seja feita em local movimentado, onde haja supervisores, assim, você preserva tanto a sua integridade física, como a do animal.

Por Leonardo Feitosa
Médico Veterinário, Juiz de Bem-Estar Animal, Juiz oficial ABQM, ANCR e NRHA.

Fonte: Cavalus

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Estudo revela que não existem cavalos realmente selvagens

s que eram considerados os últimos cavalos selvagens do mundo descendem na realidade de uma espécie adestrada há mais de cinco mil anos no Cazaquistão, o que representa uma descoberta “chocante e inesperada” divulgada nesta quinta-feira (22) por pesquisadores franceses.

“Já não há cavalos selvagens na Terra”, explicou à Agência Efe o diretor da equipe e integrante do Centro Nacional de Pesquisas Científicas (CNRS) da França, Ludovic Orlando, que garantiu que o achado altera totalmente o que se sabia sobre a origem dos cavalos.

Até hoje se considerava que o cavalo-de-Przewalski, próprio da Mongólia, era a última subespécie completamente selvagem, como diz um artigo publicado nesta quinta-feira pela equipe na revista “Science”.

A descoberta foi feita por acaso, enquanto a equipe analisava com outros propósitos o genoma de 20 cavalos Botai, a primeira raça domesticada há 5,5 mil anos no Cazaquistão.

“É a primeira vez na minha vida que me ocorre algo assim. É como se, de repente, descobríssemos que o ser humano não provém de onde acreditamos. Seria chocante”, relatou entusiasmado Orlando.

As mais recentes teorias afirmavam que todos os cavalos adestrados provinham dos Botai, mas após a nova descoberta a origem das raças domésticas modernas se tornou um mistério.

Orlando afirmou que os especialistas tentarão descobrir e que é possível que os cavalos domésticos tenham vindo da Ásia Central, do sul da Rússia ou até mesmo da Espanha.

“É quase impossível ter acesso aos primeiros períodos da domesticação analisando os genomas de cavalos modernos”, já que esses foram consideravelmente transformados pela seleção realizada pelos criadores, informou o CNRS.

Em abril do ano passado, Orlando demonstrou com outra pesquisa que as práticas de criação de cavalos desenvolvidas nos últimos 2,3 mil anos são a causa do empobrecimento de sua diversidade genética, o que dificulta a sobrevivência.

Ao longo da história, os humanos foram domesticando espécies e selecionando os melhores de cada uma para adaptá-las melhor aos seus propósitos, o que fez com que os cavalos adestrados atuais compartilhem quase todos o mesmo cromossomo E.

Para Orlando, conhecer a origem dos cavalos é importante porque “a história da humanidade está marcada pelos cavalos”, já que desde que foram domesticados permitiram ao ser humano viajar e “expandir a cultura e as religiões, mas também as doenças”.

Fonte: G1.globo

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Aplicativo substitui guia de papel para transporte de cavalos

Será lançado nesta quarta-feira um aplicativo que deve facilitar a vida de quem participa de cavalgadas e rodeios. A nova ferramenta substitui a Guia de Trânsito Animal no transporte de cavalos. Emitido nas inspetorias veterinárias ou pela Internet, a chamada GTA é obrigatória para todo mundo que costuma conduzir os animais de um lado pra outro.

O aplicativo batizado de “Galope” pode ser baixado diretamente para os celulares e permite que o transporte seja comunicado, em tempo real, à secretaria da Agricultura. Para validar o aplicativo, os exames de sanidade dos cavalos precisam estar em dia. No passado, foram emitidas 481.724 autorizações desse tipo, das quais 447.156 foram na modalidade “esporte”, ou seja, para práticas desportivas como festas campeiras. Para quem não usa celular, a guia de papel continua valendo.

Fonte: G1.globo